Elementos Magickos: As Velas, o Fogo e a Luz

No ritual satânico, o mago negro ou satanista utiliza velas, fogo (proveniente de caldeirão, tocha ou fogueira) e, muitas vezes, a própria luz da lua para iluminar o altar, o grimório e a cerimônia.

O satanista deve conhecer o momento exato de empregar cada elemento, pois certas forças espirituais abominam a luz artificial ou solar, preferindo a escuridão ou o brilho frio lunar.

Quanto às velas, a preferência recai sobre as de sebo ou cera de abelha pura. Podem ser também velas brancas banhadas em pó de carvão; em rituais de malefício, adiciona-se enxofre ao pó, intensificando a emanação sulfurosa e o caráter infernal.

O satanista pode ainda recorrer a lamparinas preparadas com banha de porco ou dendê — uma combinação potente como condensadora de energia.

Em rituais realizados a céu aberto, o holofote lunar prevalece. Observe atentamente a fase da lua: lua nova para evocações profundas e sigilosas, crescente para acumular poder, cheia para máxima materialização, minguante para destruição e banimento.

Nesse cenário aberto, fogueiras e tochas complementam o trabalho, criando sombras dançantes que servem de portal para as presenças.

Por fim, ressalto: o diabo se esconde nos detalhes e nas entrelinhas. Elementos produzidos à mão pelo próprio satanista carregam mais força. Velas banhadas em pó de carvão (e sobretudo as lamparinas de banha de porco) já funcionam como oferendas vivas às inteligências espirituais. Elas atuam como fortes condensadores de energia, facilitando que as correntes infernais se materializem neste plano terrestre.